Você também sofre com a nomofobia?

O celular, como conhecemos hoje, com as facilidades de acesso à internet, de ouvir músicas, fotografar e compartilhar foi consolidado em janeiro de 2007 quando Steve Jobs lançou o primeiro iPhone. Os aplicativos geraram funcionalidades que estreitaram cada vez mais os vínculos das pessoas com esses aparelhos, como o Whatsapp, tão revolucionário na comunicação pessoal que foi comprado pelo Facebook por 22 bilhões de dólares.

O telefone celular e suas funcionalidades entraram em nosso cotidiano e mexeram com nosso estilo de vida, nossos interesses, nossas agendas e relacionamentos, nos levando a dedilhar entre duas e três mil vezes por dia a tela do aparelho. E a câmera, habitualmente focada no mundo exterior a nós, voltou-se para o fotógrafo, criando o narcisismo digital que, claro, precisava mais que um espelho do compartilhamento: olha onde estou, olha com quem estou, olha o que estou fazendo, olha o que estou comendo.

Pesquisadores já constataram que o uso demasiadamente frequente do celular altera a química do cérebro, podendo afetar as emoções, sono, ações impulsivas e até depressão. Também preocupante é a precoce entrada de crianças e adolescentes nesse mundo digital, onde muitos mergulham como se estivessem numa realidade paralela. Alguns pais “sem noção” entregam celulares e tabletes a crianças, sem critério e sem estabelecer quaisquer regras. É um instrumento perigoso para crianças. Excesso de horas ao celular, isolamento social e depressão são sintomas preocupantes em crianças e adolescentes e podem demandar ajuda de profissionais do comportamento (psicólogos e psiquiatras). Mães estão ficando preocupadas porque seus filhos ficam ansiosos por não receberem mensagens ou por deixar de se concentrar em suas tarefas escolares. Mas isso ocorre também com nós adultos que precisamos desaprender o uso excessivo do celular, um monstrinho cada vez mais colado em nós, disputando atenção com nosso trabalho, nossas famílias e amigos.

O medo de ficar distante do celular já tem até nome próprio, nomofobia, um tipo de dependência que gera inquietação e até irritação nas pessoas com a ausência do objeto. O médico Herbert Benson, uma referência em relaxamento mental, muito antes do surgimento do celular recomendava que o ser humano precisa se desligar diariamente de seu cotidiano para liberar o cérebro a inventar e descobrir. Pode ser uma meditação, uma hora de natação, um relaxamento com música ou mesmo uma oração concentrada. Essas atividades de elevação não admitem a presença do intruso celular..

 

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